Postes 7-em-1: backbone 5G e smart city
SOLAR TODO
Equipe de Especialistas em Energia Solar e Infraestrutura

Postes inteligentes 7‑em‑1 unem LED, 5G, CCTV, sensores e recarga VE em um único ativo urbano. Reduzem consumo em 60–70%, CAPEX em até 30% e suportam densidades de mais de 10.000 nós IoT/km², tornando‑se backbone da smart city.
Summary
Postes inteligentes 7‑em‑1 consolidam iluminação LED, 5G, Wi‑Fi, CCTV, carregamento VE, sensores ambientais e sinalização digital em uma única infraestrutura. Reduzem CAPEX em até 30%, consumo de energia em 60–70% e viabilizam redes IoT com mais de 10.000 nós/km².
Key Takeaways
- Planeje postes 7‑em‑1 para suportar carga de 5–8 kW por ponto, garantindo alimentação simultânea de LED, 5G, CCTV e 1–2 carregadores VE de 7–22 kW.
- Dimensione backhaul com pelo menos 1–10 Gbps por cluster de 10–20 postes para suportar 5G, câmeras 4K (15–20 Mb/s cada) e Wi‑Fi público.
- Especifique câmeras CCTV com resolução mínima de 4 MP, WDR de 120 dB e armazenamento local de 7–30 dias para aplicações de segurança urbana.
- Integre carregadores VE AC de 7,4–22 kW em 10–20% dos postes estratégicos, priorizando zonas de comércio e estacionamentos rotativos.
- Adote sensores ambientais (NO₂, PM2,5, ruído) com intervalo de amostragem de 1–5 minutos e calibração anual para dados confiáveis.
- Use postes com altura de 8–12 m, proteção IP65/IK08 e conformidade IEC/EN 60598, garantindo durabilidade >20 anos em ambiente urbano.
- Projete arquitetura de dados baseada em MQTT/HTTPS e latência <50 ms para aplicações de vídeo analítico e resposta em tempo quase real.
- Estruture modelo de negócio com PPP prevendo payback de 6–10 anos via economia de energia (60–70%), receitas de 5G, mídia DOOH e recarga VE.
7‑em‑1 Smart Streetlight Poles: o novo backbone da smart city
Cidades que pretendem evoluir para um modelo verdadeiramente digital enfrentam um desafio estrutural: como implantar, de forma rápida e financeiramente viável, redes de comunicação, sensores, segurança e serviços para veículos elétricos sem multiplicar obras civis, cabos e ativos dispersos.
Os postes de iluminação pública sempre foram uma das infraestruturas mais capilares do espaço urbano, com espaçamento típico de 25–40 m em vias principais. Transformá‑los em postes inteligentes 7‑em‑1 — combinando iluminação LED, small cells 5G, Wi‑Fi, CCTV, carregamento de veículos elétricos (VE), sensores ambientais e sinalização digital/IoT — converte essa malha física em um backbone digital da smart city.
Para gestores públicos, utilities e integradores, esses postes multifuncionais representam a possibilidade de:
- reduzir CAPEX e OPEX ao consolidar múltiplos serviços em um único ativo;
- acelerar a cobertura 5G e IoT sem novas torres ou grandes obras;
- melhorar segurança urbana com vídeo analítico distribuído;
- habilitar mobilidade elétrica com carregamento de oportunidade;
- criar uma base de dados urbanos em tempo quase real.
A seguir, detalhamos a arquitetura técnica, os principais componentes, casos de uso e critérios de seleção para projetos de postes inteligentes 7‑em‑1.
Arquitetura técnica dos postes inteligentes 7‑em‑1
Um poste 7‑em‑1 típico integra, em um único elemento urbano, sete camadas funcionais:
- Iluminação LED dimerizável e telegestionada.
- Small cell 4G/5G e/ou Wi‑Fi público.
- CCTV com vídeo analítico.
- Carregamento VE (AC e, em alguns casos, DC de baixa potência).
- Sensores ambientais e de tráfego.
- Sinalização digital (totens/DOOH) e botões de emergência.
- Controlador IoT e gateway de dados.
1. Módulo de iluminação LED
A iluminação é a função original do poste, mas passa a ser também a fonte de energia e o ponto de fixação para todos os demais sistemas.
Especificações típicas:
- Potência: 60–150 W LED por luminária, com eficiência ≥130 lm/W.
- Dimerização: 0–100% via DALI‑2, 1–10 V ou driver programável.
- Vida útil: L80/B10 ≥ 100.000 h.
- Proteção: IP65 ou superior, IK08, SPD ≥ 10 kV.
- Telegestão: controladores NEMA/ Zhaga com comunicação RF mesh, PLC ou celular.
A redução de consumo em relação a lâmpadas de vapor de sódio pode chegar a 60–70%, liberando orçamento para os demais componentes do poste inteligente.
2. Conectividade 5G e Wi‑Fi
O poste 7‑em‑1 funciona como small cell urbano, aproximando a antena do usuário final e permitindo maior densidade de rede.
Componentes típicos:
- Rádio 4G/5G NR em bandas sub‑6 GHz e/ou mmWave, potência 5–40 W.
- Antenas integradas no topo ou em braços dedicados, com tilt elétrico.
- Roteador de borda com suporte a IPv6, QoS e VPN.
- Wi‑Fi 6/6E para acesso público, com SSIDs segmentados.
Requisitos de backhaul:
- Fibra óptica preferencial (1–10 Gbps por cluster de 10–20 postes).
- Alternativa: rádio ponto‑a‑ponto/multiponto em 60/80 GHz.
- Latência fim‑a‑fim alvo: <20 ms para serviços críticos.
A densidade de small cells pode chegar a 60–100 unidades/km² em áreas de alta demanda, algo inviável sem aproveitar a infraestrutura de postes.
3. CCTV e vídeo analítico
A camada de segurança é uma das que mais justifica o investimento político e social.
Especificações recomendadas:
- Câmeras IP 4–8 MP, WDR ≥ 120 dB, visão noturna IR.
- Compressão H.265/H.265+, bitrate típico 4–8 Mb/s por stream.
- PTZ em pontos estratégicos; fixas em cruzamentos secundários.
- Armazenamento local (edge) de 7–30 dias em NVR embarcado ou cartão SD.
- Integração com VMS central via ONVIF.
Processamento na borda (edge computing) permite:
- detecção de aglomerações, incidentes de trânsito, objetos abandonados;
- contagem de pessoas e veículos;
- alertas automáticos com latência <1–2 s.
4. Carregamento de veículos elétricos (VE)
Integrar carregadores VE em postes reduz a necessidade de novas estações dedicadas e aumenta pontos de recarga de oportunidade em vias e estacionamentos.
Configurações comuns:
- AC monofásico 7,4 kW (32 A) ou trifásico 11–22 kW (16–32 A).
- 1–2 pontos de recarga por poste, com conectores Tipo 2.
- Medição certificada (MID/INMETRO) e faturação via app ou RFID.
Considerações elétricas:
- Alimentação do poste normalmente em 220/380 V; pode exigir reforço de rede.
- Proteções dedicadas (disjuntores, DR, SPD) no quadro de base.
- Gestão de carga dinâmica para limitar demanda de pico por circuito (ex.: 50–80 kW por ramal).
5. Sensores ambientais e de tráfego
A camada de sensoriamento transforma o poste em um nó IoT urbano.
Tipos de sensores:
- Qualidade do ar: NO₂, SO₂, O₃, CO, PM1/PM2,5/PM10.
- Clima: temperatura, umidade, pressão, radiação solar.
- Ruído: nível sonoro em dB(A).
- Tráfego: laços magnéticos, radar, LIDAR ou visão computacional.
- Ocupação de vagas: sensores magnéticos/ultrassônicos.
Parâmetros operacionais:
- Intervalo de amostragem: 1–5 minutos (ambiental), 1–10 s (tráfego).
- Protocolos: LoRaWAN, NB‑IoT, LTE‑M, BLE ou Zigbee para sensores locais.
- Calibração: anual ou semestral, conforme fabricante.
6. Sinalização digital e serviços ao cidadão
Displays LED ou LCD podem ser integrados ao poste para:
- informações de trânsito e transporte público em tempo real;
- alertas de emergência e mensagens da defesa civil;
- mídia DOOH (Digital Out‑Of‑Home) comercial.
Especificações típicas:
- Brilho: 2.000–4.000 nits (visibilidade diurna).
- Tamanho: 32–75" por face.
- Consumo: 150–500 W por painel, com dimerização automática.
Botões de emergência, intercomunicadores SIP e alto‑falantes IP complementam o pacote de serviços ao cidadão.
7. Controlador IoT e arquitetura de dados
No centro de tudo está o controlador IoT/gateway do poste, responsável por orquestrar dispositivos e conectar‑se à plataforma central.
Funções principais:
- Gerenciar luminárias, câmeras, rádios e sensores via protocolos específicos.
- Agregar dados e aplicar pré‑processamento (filtragem, compressão, anonimização).
- Garantir segurança (TLS 1.2/1.3, certificados, VPN, firewall embarcado).
- Suportar protocolos IoT (MQTT, CoAP, HTTPS, OPC‑UA).
Arquitetura de dados recomendada:
- Edge computing no poste ou em gabinetes de bairro.
- Plataforma central em nuvem ou data center local, com APIs abertas.
- Data lake urbano para integração com sistemas de mobilidade, segurança e planejamento.
Aplicações e casos de uso: do piloto ao scale‑up
Os postes inteligentes 7‑em‑1 permitem uma gama ampla de aplicações. Para gestores B2B e públicos, é essencial priorizar casos com ROI claro.
1. Gestão eficiente de iluminação pública
- Dimerização adaptativa (30–100%) com base em tráfego e presença.
- Redução de consumo de 60–70% vs. lâmpadas convencionais.
- Monitoramento de falhas em tempo real, reduzindo OPEX de manutenção em 30–50%.
ROI típico: 5–8 anos apenas com economia de energia e manutenção, sem considerar receitas adicionais.
2. Segurança urbana e policiamento orientado por dados
- Cobertura de vídeo contínua em corredores críticos.
- Integração com centros de comando (COI/CICC) e analytics.
- Resposta mais rápida a incidentes (reduções de 15–30% em tempos de atendimento reportadas em projetos internacionais).
Benefício indireto: aumento da sensação de segurança, valorização imobiliária e maior uso de espaços públicos.
3. Suporte à mobilidade elétrica
- Rede de recarga distribuída em vias, estacionamentos e zonas comerciais.
- Carregamento de oportunidade (1–2 h) para frotas leves e veículos de uso diário.
- Possibilidade de modelos de negócio com operadores de mobilidade e utilities.
Exemplo de dimensionamento:
- 100 postes com 1 ponto AC de 11 kW cada.
- Capacidade total: 1,1 MW, com fator de simultaneidade de 0,3–0,5.
4. Gestão de tráfego e transporte público
- Sensores e câmeras para contagem de veículos e classificação por tipo.
- Otimização semafórica baseada em dados em tempo quase real.
- Informações de tempo de viagem e lotação de ônibus em painéis e apps.
Benefícios esperados:
- Redução de congestionamentos em 5–15% em corredores inteligentes.
- Melhoria na pontualidade do transporte coletivo.
5. Monitoramento ambiental e saúde pública
- Mapas de calor de poluição (PM2,5, NO₂) por quarteirão.
- Correlação com dados de saúde (asma, doenças respiratórias).
- Políticas de restrição de tráfego e planejamento de zonas de baixa emissão.
6. Monetização via conectividade e mídia
Fontes de receita potenciais:
- Leasing de espaço para operadoras 4G/5G (small cells).
- Venda de mídia em painéis DOOH.
- Tarifas de recarga VE.
- Serviços de dados para empresas (tráfego, footfall, qualidade do ar).
Modelos contratuais:
- PPP/Concessões de 15–25 anos.
- Contratos de performance (ESCO) baseados em economia de energia.
- Revenue sharing com operadoras e empresas de mídia.
Guia de comparação e critérios de seleção
Ao avaliar fornecedores e arquiteturas de postes 7‑em‑1, é importante comparar não apenas preço, mas capacidade técnica, escalabilidade e compliance.
Tabela comparativa de requisitos principais
| Critério | Nível básico | Nível avançado |
|---|---|---|
| Potência luminária LED | 60–100 W, ≥120 lm/W | 80–150 W, ≥140 lm/W, L80 100.000 h |
| Conectividade | 4G + Wi‑Fi 5 | 5G + Wi‑Fi 6/6E, IPv6, QoS avançado |
| CCTV | 2 MP, H.264 | 4–8 MP, H.265, WDR 120 dB, analytics edge |
| Carregamento VE | 1x 7,4 kW AC | 2x 11–22 kW AC, medição certificada |
| Sensores ambientais | Temp./umidade | NO₂, PM2,5, ruído, tráfego multimodal |
| Proteção mecânica/ambiental | IP54/IK07 | IP65/IK08, SPD 10 kV |
| Gestão central | Plataforma proprietária | Plataforma aberta, APIs REST/MQTT |
| Segurança cibernética | Senhas básicas | TLS 1.2/1.3, PKI, hardening, logs SIEM |
Checklist técnico para especificação
Ao elaborar o caderno de encargos ou RFP, considere incluir:
- Conformidade com normas IEC/EN 60598 (luminárias) e IEC 62368 (equip. TI).
- Integração com padrões de interconexão de recursos distribuídos (IEEE 1547) quando houver geração local.
- Suporte a protocolos IoT abertos (MQTT, CoAP, LwM2M).
- Capacidade de atualização OTA (firmware e configurações).
- Arquitetura modular, permitindo adicionar/remover funções (ex.: VE, sensores).
- Requisitos de cibersegurança alinhados a boas práticas ISO/IEC 27001.
Critérios econômicos e de ROI
Para análise de viabilidade, recomenda‑se modelar:
- CAPEX por poste (estrutura, LED, 5G/Wi‑Fi, CCTV, VE, sensores, obras civis).
- OPEX anual (energia, conectividade, manutenção, licenças de software).
- Economia de energia vs. parque atual de iluminação.
- Receitas projetadas (5G, mídia, VE, dados) em 10–20 anos.
Indicadores chave:
- Payback simples: 6–10 anos em projetos bem estruturados.
- TIR (Taxa Interna de Retorno): alvo de 8–15% em PPPs.
- Custo total de propriedade (TCO) em 15–20 anos.
FAQ
Q: O que são postes inteligentes 7‑em‑1 para smart cities? A: Postes inteligentes 7‑em‑1 são estruturas de iluminação pública que integram, em um único ativo urbano, sete funções principais: iluminação LED dimerizável, conectividade 4G/5G e/ou Wi‑Fi, câmeras CCTV, carregamento para veículos elétricos, sensores ambientais e de tráfego, sinalização digital/serviços ao cidadão e um controlador IoT central. Essa convergência reduz a necessidade de múltiplas infraestruturas paralelas, simplifica a implantação de tecnologias de smart city e transforma a rede de iluminação em um verdadeiro backbone digital urbano.
Q: Como funcionam tecnicamente os postes inteligentes 7‑em‑1? A: Tecnicamente, cada poste atua como um nó de rede multifuncional. A alimentação elétrica, tradicionalmente dedicada apenas à luminária, é distribuída para rádios 5G/Wi‑Fi, câmeras, carregadores VE e sensores, com proteções e quadros específicos. Um gateway IoT embarcado gerencia todos os dispositivos, coleta dados e os envia a uma plataforma central via fibra ou rádio. Protocolos como MQTT e HTTPS garantem comunicação segura, enquanto o edge computing permite pré‑processar vídeo e dados localmente, reduzindo latência e uso de banda. Tudo é orquestrado por um sistema de telegestão e uma plataforma de cidade inteligente.
Q: Quais são os principais benefícios dos postes 7‑em‑1 para municípios e utilities? A: Os benefícios incluem economia significativa de energia (60–70%) com a modernização LED, redução de custos de manutenção da iluminação em até 50% graças à telegestão e consolidação de múltiplos serviços em um único ativo, o que reduz CAPEX em 20–30% em comparação com implantações isoladas. Além disso, há ganhos em segurança pública, cobertura 5G e Wi‑Fi, suporte à mobilidade elétrica e geração de novas receitas por meio de leasing de small cells, mídia DOOH e cobrança de recarga VE. A infraestrutura também fornece dados valiosos para planejamento urbano, mobilidade e políticas ambientais.
Q: Quanto custa implantar postes inteligentes 7‑em‑1 e quais fatores influenciam o custo? A: O custo varia amplamente conforme o escopo. Em linhas gerais, um poste 7‑em‑1 completo pode custar de 3 a 6 vezes mais que um poste LED simples, dependendo da inclusão de VE, 5G, painéis digitais e nível de robustez. Fatores que influenciam: necessidade de reforço da rede elétrica, disponibilidade de fibra óptica, exigências de segurança física e cibernética, volume do projeto (economia de escala) e modelo de aquisição (compra direta, PPP, ESCO). É recomendável modelar cenários com e sem carregamento VE e DOOH para entender o impacto no CAPEX e no payback.
Q: Quais especificações técnicas devo considerar ao selecionar postes inteligentes 7‑em‑1? A: Alguns pontos críticos: potência e eficiência das luminárias LED (≥130–140 lm/W, L80 100.000 h), grau de proteção IP65/IK08, SPD de 10 kV ou mais, suporte a 4G/5G e Wi‑Fi 6/6E, câmeras IP 4–8 MP com WDR ≥120 dB, carregadores VE de 7,4–22 kW com medição certificada, sensores ambientais para PM2,5 e NO₂, arquitetura modular e protocolos abertos (MQTT, ONVIF, DALI‑2). Avalie também a capacidade de backhaul (1–10 Gbps por cluster), suporte a edge computing, mecanismos de segurança cibernética (TLS, PKI) e conformidade com normas IEC/EN relevantes.
Q: Como é feita a instalação e integração de postes inteligentes 7‑em‑1 em uma cidade existente? A: A implantação normalmente ocorre em fases. Primeiro, define‑se o plano diretor de iluminação e conectividade, priorizando corredores viários, áreas de alta densidade e zonas de interesse estratégico. Em seguida, são realizados levantamentos de rede elétrica e fibra, estudos estruturais e projetos civis. A instalação física inclui substituição ou reforço de postes, montagem de luminárias, quadros e equipamentos, lançamento de cabos e, quando necessário, obras de infraestrutura leve. Em paralelo, configura‑se a plataforma de gestão central e integra‑se com sistemas legados (COI, trânsito, segurança). Pilotos em 50–200 postes são recomendados antes de escalar para milhares de unidades.
Q: Que tipo de manutenção é necessária para postes inteligentes 7‑em‑1? A: A manutenção combina rotinas da iluminação pública com práticas de TI/telecom. Para LED, inspeções visuais e limpezas periódicas, com substituição de drivers e módulos conforme vida útil. Para sistemas eletrônicos (5G, Wi‑Fi, CCTV, sensores), é essencial monitoramento remoto 24/7, atualizações de firmware OTA, verificação de conexões, limpeza de lentes e calibração anual de sensores ambientais. Carregadores VE exigem testes elétricos regulares e inspeção de conectores. A telegestão permite identificar falhas de forma proativa, reduzindo visitas em campo e otimizando rotas de manutenção.
Q: Como postes inteligentes 7‑em‑1 se comparam a soluções isoladas (CCTV separado, totens VE, torres 5G)? A: Em comparação com soluções isoladas, os postes 7‑em‑1 reduzem duplicidade de infraestrutura, obras civis e pontos de conexão à rede. Isso tende a resultar em CAPEX e OPEX menores ao longo do ciclo de vida, além de simplificar licenciamento urbano e gestão de ativos. Por outro lado, a complexidade de integração inicial é maior e exige um planejamento mais robusto, com governança clara entre diferentes secretarias e parceiros privados. Em muitos casos, uma abordagem híbrida é ideal: postes 7‑em‑1 em corredores prioritários e soluções dedicadas em locais com requisitos muito específicos.
Q: Que retorno sobre investimento (ROI) pode ser esperado em projetos de postes 7‑em‑1? A: O ROI depende da combinação de economia e receitas. Em projetos típicos, a economia de energia e manutenção da iluminação LED pode, sozinha, gerar payback em 7–10 anos. Ao adicionar receitas de leasing para operadoras 5G, mídia DOOH e recarga VE, esse prazo pode cair para 6–8 anos em cenários bem estruturados. A taxa interna de retorno (TIR) em PPPs costuma buscar faixas de 8–15%. Benefícios intangíveis, como redução de criminalidade, melhoria de mobilidade e atração de investimentos, embora mais difíceis de quantificar, reforçam a justificativa econômica e social do projeto.
Q: Quais certificações e normas devem ser observadas em projetos de postes inteligentes? A: É importante garantir conformidade com normas de segurança elétrica e fotobiológica de luminárias (IEC/EN 60598, IEC 62471), requisitos de desempenho de módulos fotovoltaicos se houver geração local (IEC 61215), padrões de interconexão de recursos distribuídos (IEEE 1547) quando integrados à rede, e regulamentos de compatibilidade eletromagnética (EMC). Para equipamentos de TI/telecom, normas como IEC 62368 e certificações de organismos nacionais (INMETRO, ANATEL) são relevantes. Em cibersegurança, recomenda‑se alinhar‑se a boas práticas ISO/IEC 27001 e diretrizes de segurança para IoT, garantindo criptografia, autenticação forte e gestão de vulnerabilidades.
Q: Quando faz sentido iniciar um projeto piloto de postes 7‑em‑1 e por onde começar? A: Um projeto piloto faz sentido quando a cidade já discute modernização da iluminação pública, expansão de 5G, mobilidade elétrica ou segurança urbana baseada em vídeo. O ideal é começar por um corredor ou distrito com alta visibilidade e impacto (centro, eixos de transporte, zonas turísticas), envolvendo desde o início as áreas de iluminação, TI, segurança, mobilidade e meio ambiente. Um piloto de 50–200 postes permite validar tecnologia, modelo de negócios, governança e aceitação social antes de um roll‑out de milhares de unidades. A partir dos resultados, ajustam‑se especificações, SLAs e contratos para a fase de escala.
References
- NREL (2024): Solar resource data and PVWatts calculator methodology.
- IEC 61215 (2021): Crystalline silicon terrestrial PV modules design qualification and type approval.
- IEEE 1547 (2018): Standard for interconnection and interoperability of distributed energy resources with associated electric power systems interfaces.
- IEA PVPS (2024): Global photovoltaic power systems market trends and analysis.
- IEC 60598‑1 (2020): Luminaires – Part 1: General requirements and tests.
- IEC 62368‑1 (2018): Audio/video, information and communication technology equipment – Safety requirements.
- ISO/IEC 27001 (2022): Information security, cybersecurity and privacy protection – Information security management systems.
- ITU‑T (2023): Recommendations on IMT‑2020 (5G) network architecture and small cell deployment guidelines.
Sobre a SOLARTODO
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